domingo, 20 de maio de 2012

BELAY LOOP - Use o anel de sua cadeirinha de forma correta!

Qual é a forma correta de utilizar sua cadeirinha na hora de fazer o rapel e a segurança de seu parceiro, você sabe?
Você deve clipar seu mosquetão no anel frontal da cadeirinha (Belay Loop), ou deve clipar seu mosquetão por ambas as fitas das pernas e cintura?
Montanhistas mais antigos dizem que aprenderam a utilizar a técnica de passar o mosquetão de trava, tanto pela alça das pernas como da cintura.
Depois de muito pesquisar na internet, sites de fabricantes e fóruns de discussão, aprendemos que essa técnica ou hábito vem das primeiras cadeirinhas, que antigamente, não possuíam o tal BELAY LOOP. Desta forma o mosquetão era sempre clipado tanto na fita das pernas como na fita da cintura.
Anos se passaram e hoje quase a totalidade das cadeirinhas no mercado possuem um anel de fita frontal, e apesar das recomendações dos fabricantes, boa parte dos montanhistas ainda utiliza o método antigo.
Bom, respondendo a pergunta da primeira frase: A técnica “moderna” e absolutamente CORRETA de clipar seu mosquetão à cadeirinha é através do Belay Loop.
Portanto, clipar seu mosquetão nas fitas da cintura e pernas É PERIGOSO e ESTÁ ERRADO!
ERRADO – Dependendo do ângulo de trabalho do mosquetão, podem ocorrer cargas totalmente transversais ao seu eixo ideal ou sobre o gatilho.


Vamos aos fatos…
A grande parte dos montanhista que defendem e usam o método antigo, fundamentam-se em duas premissas principais:
- A primeira é a de que ao clipar seu mosquetão nas fitas das pernas e cintura, você estará clipado em 2 pontos ao invés de um, o que seria em tese, mais seguro.
- O segundo ponto é que ao utilizar o Belay Loop você está adicionando mais um elemento à cadeia de segurança, e fundamentalmente no montanhismo, quanto menos elementos nesta cadeia, melhor.
Dito isso, vamos ver porquê você DEVE UTILIZAR o Belay Loop:
- O primeiro ponto é de extrema relevância. Todos os fabricantes recomendam o rapel e segurança através do Belay Loop. Pra mim só isso já basta, afinal muito tempo e dinheiro são gastos pelos fabricantes no desenvolvimento e teste desses equipamentos, e eles não recomendariam essa prática se não fosse absolutamente segura. Isso sem contar que ao adicionar um Belay Loop, adiciona-se custo à cadeirinha, e você pode ter certeza que se não fosse extremamente relevante, ele não estaria lá!
- O Belay Loop é feito de uma fita tubular enrolada sobre ela mesma por duas, as vezes até três camadas, e depois costurado. Este anel é sem dúvida o ponto mais forte de sua cadeirinha. Não há porquê duvidar da segurança desta peça da cadeirinha.
- Ao contrário do que muitos dizem sobre adicionar um elemento na “cadeia de segurança”, ao utilizar o Belay Loop, você simplifica o “clipar-se” à cadeirinha. O procedimento torna-se mais fácil, rápido e visualmente claro de ser checado, tanto por você como por seu parceiro.
Clipar-se ao Belay Loop basicamente é clipar-se a um único ponto ao invés de dois, diminuindo suas chances de erro.
- E por fim o argumento tecnicamente mais relevante. Todos os mosquetões foram feitos para receber a carga em seu sentido longitudinal, o que só acontece de forma perfeita com o uso do Belay Loop. Quando o mosquetão é passado pelas pernas e cintura, ele acaba recebendo cargas multi-direcionais, e na pior das hipóteses pode ser carregado completamente na transversal de seu eixo.
Se você prestar atenção na gravação feita na lateral do corpo de seu mosquetão, verá que a resistência que gira em torno de 22KN a 25KN cai tranquilamente para menos da metade (7KN a 9KN) se carregado na transversal.


 Se você ainda tem alguma dúvida sobre a segurança de seu BELAY LOOP pode clipar também o anel do seu nó, como mostra a foto. Além de dobrar sua segurança, tanto o escalador como o segurador estarão encordados o tempo todo.
 Hoje eu utilizo somente o Belay Loop para rapel e segurança. Recomendo e ensino desta forma os alunos na Das Pedras, seja no ginásio ou cursos de escalada em rocha.
Mudar um hábito é algo que requer tempo e força de vontade, mas tenho certeza que você estará mais seguro, além de fazer a coisa certa.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sítio do Rod

Na base da falésia. 1º setor, Grupo 1
 Neste fim de semana (06/05), fui com a galera da Das Pedras no Sítio do Rod, em Lagoa Santa. Tinha muito tempo que não escalava na rocha, os treinos não estão me dando tempo pra isto, mas no sábado combinamos de ir pro Rod, saímos no domingo bem cedo e aproveitamos o dia. Entramos em várias vias (destaque para "Tapa na aranha" 7A), encademos a maioria, mas no fim do dia com o cansaso do treino de sábado e o desgaste das vias anteriores mandamos algumas vias apenas izolando os lances.
Atretas do climb. 6sup.
 O Sitio do Rod é uma área que foi criada há treze anos visando fomentar e dar suporte a esportes ligados à natureza; tais como escalada esportiva em rocha, sendo estas as principais atividades exercidas na área de cento e três mil metros quadrados que abriga falésias calcárias em seu interior e pequenas cavernas, sendo em sua maioria área de reserva ambiental. As falésias calcárias são propicias a pratica da escalada esportiva possuindo 55 rotas conquistadas, mapeadas e catalogadas, conhecidas e freqüentadas por escaladores do Brasil e de todo o mundo.
 O Campo-escola de Escalada do Sítio do Rod conta com 63 vias, com graduação de 4o a 9c além de alguns projetos e muitos boulders.
 A escalada na região pode ser praticada de forma responsável e segura, bastando para isso uma boa formação dos praticantes e a atenção dos mesmos aos procedimentos de segurança.

Atretas do climb. 6 sup.

Tapa na aranha. 7a.
 O sítio do Rod fica Há 40 minutos de BH, lugar de fácil acesso bem proximo a Gruta do Lapinha em Lagoa Santa.
 O lugar é muito rico com vias de 4 à 9 grau, com dois setores de escalada e alguns boulders. Aproveitem o fim de semana e as falésias do lugar.
 Boas escaladas.....KMONNN!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Você sabe o que é "Mal de altitude?"

 Nosso organismo precisa de um nível minimo de oxigênio no sangue para funcinar adequadamente, principalmente por longos períodos. Por gerações os organismos de habitantes de zonas montanhosas foram gradualmente adaptando-se de maniera a poder sobreviver em grandes altitudes, mas mesmo eles não vivem acima dos 4.500 metros, (a esta altitude temos a concentração de oxigênio correspondente à apenas 60% da do nível do mar).
Nós, habitantes de altitudes mais moderadas, sem essas milenares adaptações, temos que respeitar as grandes altitudes e subir vagarosa e cautelosamente para evitar graves conseqüências.
 Existem três doenças relacionadas a altitude, a AMS (Altitude Mountain Sickness) em inglês ou soroche na América Latina, o HAPE (High Altitude Pulmonar Edema), edema pulmonar de altitude e o HACE (High Altitude Cerebral Edema), edema cerebral de altitude.

 O AMS acomete ao redor de 30% das pessoas não aclimatadas que sobem acima de 3.000 metros de altitude sobre o nível do mar. Seus sintomas lembram os de uma forte gripe. Podem ser apenas uma sensação de mal estar generalizado ou progredir para os sintomas clássicos de forte dor de cabeça latejante, em geral de um lado só da cabeça, náusea e vômitos, falta de energia e apetite e pronunciado cansaço aos esforços. A pessoa tende a querer isolar-se e as vezes, por isso, não relata aos seus companheiros o que está passando, agravando o perigo.
 No caso de HACE, nos casos clássicos (isso pode variar muito), as dores de cabeça se agravam, os vômitos pioram e aparece o sintoma que nos diz com certeza que estamos frente a um caso de HACE, a perda de equilíbrio. Deste ponto em diante o quadro piora rapidamente evoluindo com confusão mental, coma e morte que pode acontecer em menos de 12 horas após o começo do quadro.
 O que está acontecendo é que por falta de oxigênio no sangue nosso cérebro começa a inchar. Como nosso crânio é uma estrutura óssea rígida, partes do cérebro começam a ser comprimidas, daí a dor. Com o progressão do quadro o cerebelo, órgão que é responsável pelo equilíbrio, é comprimido e aparece a ataxia, a falta de equilíbrio.
 Como a pessoa com HAPE perde a capacidade de raciocinar claramente pode ser um pouco difícil convencê-la de que ela está apresentando um quadro grave e que medidas rápidas e efetivas devem ser tomada para reverter o quadro.
 No caso da HAPE uma situação semelhante ocorre, mas desta vez nos pulmões. Com o agravamento do quadro, a pessoa começa a apresentar inicialmente tosse seca, dor pré external (no centro do peito) e cansaço aos mínimos esforços. A tosse então se torna produtiva, e aparece a ortopnéia (piora da falta de ar ao se deitar) que é para o HAPE o que a falta de equilíbrio é para o HACE, ou seja, o sinal de que realmente se trata de edema pulmonar e que medidas extremas e rápidas devem ser tomadas para reverter o quadro.
 Um equipamento muito útil para o tratamento do Mal de Altitude é o Gamow Bag, um cilindro de borracha de barco com um zíper, uma bomba de ar manual e uma válvula de escape de ar uma vez que a pressão desejada seja atingida. O problema é que, quando o paciente é retirado da Gamow Bag com muita freqüência volta a apresentar Mal de Altitude. Mesmo assim a Gamow Bag deve ser considerada em todas as escaladas e trekkings de altitude, pois ela permite um planejamento de evacuação muito mais calmo e com o paciente em melhores condições. Os lados negativos são o custo de ao redor de US$ 1000 e o peso de sete quilos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Campeonato mundial de escalada, Paris 2012

 Entre os dias 12 e 16 de setembro vai acontecer a edição 2012 do Campeonato Mundial de Escalada, em Paris, na França.
 Publicaram um ví­deo de divulgação do super evento com a participação de quatro dos melhores atletas franceses representando cada modalidade: Melissa Le Neve (Boulder), Manuel Romain (Dificuldade), Esther Bruckner (Velocidade) e Philipe Ribiére (Paraclimbing).
 O ví­deo ficou muito bacana e bem feito, com várias imagens de Paris e uma música um tanto quanto motivadora e emocional.

sábado, 14 de abril de 2012

O maior muro de escalada do mundo


 Com mais de 121 pés de altura (aproximadamente 37 metros), e 36 pés de diâmetro (11metros). O Excalibur é considerado o maior muro de escalada do mundo.


 Esta superestrutura faz parte do Bjoeks Klimcentrum, localizado na cidade holandesa de Groningen. Construída em aço e madeira, a imensa torre é escalável de todos os lados e dispõe vias variadas para escaladores iniciantes e experientes.

sábado, 7 de abril de 2012

Treinando boulder, na Das Pedras é claro!

 Iaí pessoal?
 Ja tem um tempão que não posto nada por aqui não é mesmo?
 Pois é, trabalhandu muito, estudando muito, e treinando mais ainda. Mas hoje arrumei uma brechinha no tempo, pra dar uma passado por aqui.
Essa semana estava treinando na Das Pedras, e filmei um breve e simples boulder que eu fiz, dá uma conferida aí:


 É isso aí galera, em breve teremos mais videos postados aqui.
Boas escaladas, e aaté mais...

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

5.13 Pro, a nova sapatilha da Snake

 A marca nacional de calçados de montanha Snake, acaba de lançar um novo modelo de sapatilha de escalada de alta performance, a 5.13Pro.
 Ja usei a nova sapata e posso dizer que a sensibilidade e precisão dela é indiscutivel.
 A numeração segue o mesmo padrão dos outros modelos da marca, portanto se você usa ou ja usou sapatilhas da snake pode usar a numeração da sua sapatilha antiga para adquirir a 5.13Pro.
 A sapatilha é uma versão melhorada da trinity, seu calcanhar foi desenvolvido para dar mais segurança, ideal para quem procura escaladas mais tecnicas sem abrir mão do conforto.
Solado de borracha Vibran Grip 4mm

Cadarço de poliester trançado que mantem o nó apertado mesmo sob fricção

Recouro impermeavel 1mm
Proteção de borracha resistente a abrasão com ótima aderência

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Firmada a Parceria com o Ginásio de Escalada Das Pedras

 Nesta samana estive conversando com o Gustavo (proprietário do ginásio), e juntos firmamos uma parceria que promete dar frutos para nossas escaladas. 
Das Pedras é o mais antigo ginásio de escalada indoor de Belo Horizonte e um dos mais antigos do Brasil. Tem a missão de melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio dos esportes e atividades verticais, divulgar a escalada e proporcionar uma experiência segura, saudável e enriquecedora.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Boulder em Três Barras

 Fala Galera...
Neste final de semana fui com alguns amigos até a Serra do Cipó, na cachoeira de Três Barras, que por sinal é uma "baita" de uma cachoeira, chegando lá tive a surpresa de encontrar este bulder espetacular.
 Na noite de sexta feira fui em uma pizzaria encontrar com alguns amigos, no meio da conversa nos surge a idéia de ir para Serra do Cipó na madrugada de sábado. Não deu outra, pegamos os nossos carros e saímos bem cedo em busca dessa maravilhosa cachoeira.
 Chegando lá, andavamos tranquilamente em meio as pedras e árvores do lugar. Meu grande parceiro Izac encontrou esse boulder, erá só o que faltava para completar o dia e ganhar o fim de semana. Fui até meu carro paguei um par de sapatilhas, o saco de magnésio e ja estava pronto pra entrar no boulder.
 Primeiro, claro, dei aquela boa visualizada e entrei na via. Depois de umas duas tentativas sem sucesso, dei aquela respirada mais uma olhada na via, ai sim, na terceira tentativa encadenei esse belo boulder. O boulder "quem diria" foi meio que inesperado, acho que é por isso que ele tem esse nome, cotado em v6/7, exige um pouco de técnica e agilidade.
 Segue ai algumas fotos do "quem diria".

Visualizando o boulder
 Fica a dica aí galera, Três Barras, boulder quem diria!
Até mais, KMON!!!